Memória, retorno e legado
A história de Kiwxi não terminou em 1987. Ela continuou na memória dos Enawenê Nawê, de sua família, de companheiros de missão, de jesuítas, de organizações indigenistas, de pesquisadores e de todos aqueles que mantiveram viva sua história.
Kiwxi retorna ao território: Entre os dias 5 e 11 de abril de 2026, uma missão formada por representantes do Cimi, OPAN, Companhia de Jesus, Diocese de Juína e Instituto Federal de Mato Grosso esteve na Terra Indígena Enawenê Nawê para acompanhar o retorno.
O retorno: Foi realizado o sepultamento da calota craniana de Vicente Cañas, juntamente com objetos relacionados à sua história. O gesto foi acompanhado pelos Enawenê Nawê e integrado aos seus próprios rituais.
Frase de destaque: A memória encontrou seu lugar.
Espiritualidade — contemplar, discernir, servir: A trajetória de Vicente pode ser contemplada à luz da espiritualidade inaciana: olhar a realidade com atenção, discernir o que ela exige e transformar o discernimento em serviço.
Legado: Escuta. Convivência. Respeito aos povos indígenas. Defesa da vida. Defesa do território. Justiça. Serviço.
A Casa de Retiros: A Casa de Retiros Ir. Vicente Cañas carrega o nome de alguém cuja vida foi marcada pelo encontro. Um retiro pode ser espaço de escuta. O discernimento pode ser caminho de escolha. A oração pode tornar-se compromisso. E a contemplação pode conduzir ao serviço.
Pergunta final: Que tipo de presença somos chamados a construir?